sábado, 29 de agosto de 2015

Jogo das palavras 1

A minha poesia
jogada aos sete ventos
hoje
eu jogarei
o jogo das palavras
que  ganhei
numa embalagem
colorida
com fatos
imagens
da vida.
Abri a embalagem
qual não foi o meu espanto
a minha poesia
estava numa página em branco...
também não tinha imagens
era tudo, tudo branco.
Fui buscar na memória
de onde veio
esse presente
fui tomada de saudade
do passado
com duas letras ésse
sensível
sonora
duas palavras
que vieram de lampejo
a imagem começou
lentamente
aparecer.
A minha poesia
uma mulher
com longos cabelos
alguns grisalhos
estava na lida
trabalhando
no campo
na casa
sorrindo
de frente
pra mim.
Queria entrar
na imagem
que descrevo
para estar junto a ela
e não ficar
como quem
olha da janela.
Ela então
virou para olhar
para mim
com os olhos
sorrindo
quando ela olhou
dentro dos meus olhos
enfim
era um espelho
eu era ela
ela era eu.
Agora sabia
que presente
era o que não me deixava
ser ausente
das minhas próprias
conclusões.
Assim posso
recomeçar a partida .
Rosângela de Carvalho Fughetta
29 Agosto 2015




terça-feira, 11 de agosto de 2015

Tudo começou assim...
Num bate papo informal
meio entusiasmado
ficando tudo mudado
quando as brincadeiras
foram dando formas
as palavras salientes
ditas pela boca da gente.
Aí não teve jeito...
um silencio nos aproxima
você estava por  baixo
eu estava por cima
na gangorra
você estava por cima
eu estava por baixo
na masmorra
acorrentado ao seu desejo
me liberando em cada beijo
agora não pode mais parar
para
para
para
não para
não para
não para
esse trem não pode parar
é só ele se mexer
que começo a apitar.
11 Agosto 2015