Sou como uma criança
quando você me fala de amor
sento na janela e olho a lua
vejo a noite sem medo
nessa hora não tem segredo
que não possa se revelar.
Eu posso sonhar
com as nuvens que passam
cobrindo a lua com um transparente véu
com brinquedos que posso imaginar.
Eu posso voar
com meus desejos meu amigo imaginário
antes de se mostrar
que seja muito mais real
que as realidades que conheço
das histórias de amor inventadas
nos livros que nos contam
mas que não esquecemos.
Porque ainda sou criança
e sonho
com magia e muito prazer
que eu não sabia
só depois de crescer.
Rosângela de Carvalho
22 Novembro 2015
domingo, 22 de novembro de 2015
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
TODO TEMPO
Parece loucura
quando desperto
meu primeiro pensamento
é você
então eu saio da cama
buscando saber
de você
pra acalmar
os desejos
à flor da pele
gritando
gemendo
chorando baixinho
pra ninguém escutar.
Eu entro e saio
da rede social
pra saber o que está pensando
o que está fazendo
parece que estou me perdendo
de mim.
Porque tem que ser assim?
esperar pra ver acontecer
é mais fácil que doer
a incerteza de não saber.
Suas palavras
marcaram meu linho
que em desalinho
descrevo
um copo de vinho
pra acalmar meu coração
pra não morrer de paixão.
Rosângela de Carvalho
4 Novembro 2015
Parece loucura
quando despertomeu primeiro pensamento
é você
então eu saio da cama
buscando saber
de você
pra acalmar
os desejos
à flor da pele
gritando
gemendo
chorando baixinho
pra ninguém escutar.
Eu entro e saio
da rede social
pra saber o que está pensando
o que está fazendo
parece que estou me perdendo
de mim.
Porque tem que ser assim?
esperar pra ver acontecer
é mais fácil que doer
a incerteza de não saber.
Suas palavras
marcaram meu linho
que em desalinho
descrevo
um copo de vinho
pra acalmar meu coração
pra não morrer de paixão.
Rosângela de Carvalho
4 Novembro 2015
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
INSÔNIA
Cheia de paixão e de desejo
vagueando pela madrugada
sem poder dormir
sentindo seu corpo me invadindo
eu sem poder resistir ao sonho
vejo tua imagem de sombra
na solidão da minha sala
meu fantasmagórico aleatório
que se transformou em rotineira
realidade
a vontade de te amar
tira meu sono
escrevo o que sinto
pra não enlouquecer
rasgo as paredes seu nome
aperto minhas pernas
e a flor lateja
e nesse instante
nós nos olhamos e nos beijamos
desfazendo nuvens brancas
num azul claro de verdades inquietas
no fundo queremos tanto
que pode se tornear
por nossos membros
com as nossas mãos
como que longínquos pássaros
batendo asas
farfalhando nos ouvidos gemidos
de gozos de ambos os lados.
Não duvido da existência
dessas aves
voamos juntos
tantas vezes
em prazer e poesia
quem diria...
não consigo mais dormir
sem antes em ti existir.
Por todos os lados
nossos corpos
pensamentos
entrelaçados
assim
posso dormir enfim
Cheia de paixão e de desejo
vagueando pela madrugada
sem poder dormir
sentindo seu corpo me invadindo
eu sem poder resistir ao sonho
vejo tua imagem de sombra
na solidão da minha sala
meu fantasmagórico aleatório
que se transformou em rotineira
realidade
a vontade de te amar
tira meu sono
escrevo o que sinto
pra não enlouquecer
rasgo as paredes seu nome
aperto minhas pernas
e a flor lateja
e nesse instante
nós nos olhamos e nos beijamos
desfazendo nuvens brancas
num azul claro de verdades inquietas
no fundo queremos tanto
que pode se tornear
por nossos membros
com as nossas mãos
como que longínquos pássaros
batendo asas
farfalhando nos ouvidos gemidos
de gozos de ambos os lados.
Não duvido da existência
dessas aves
voamos juntos
tantas vezes
em prazer e poesia
quem diria...
não consigo mais dormir
sem antes em ti existir.
Por todos os lados
nossos corpos
pensamentos
entrelaçados
assim
posso dormir enfim
Boa noite meu amor.
Rosângela de Carvalho
2 Outubro 2015
sábado, 29 de agosto de 2015
Jogo das palavras 1
A minha poesia
jogada aos sete ventos
hoje
eu jogarei
o jogo das palavras
que ganhei
numa embalagem
colorida
com fatos
imagens
da vida.
Abri a embalagem
qual não foi o meu espanto
a minha poesia
estava numa página em branco...
também não tinha imagens
era tudo, tudo branco.
Fui buscar na memória
de onde veio
esse presente
fui tomada de saudade
do passado
com duas letras ésse
sensível
sonora
duas palavras
que vieram de lampejo
a imagem começou
lentamente
aparecer.
A minha poesia
uma mulher
com longos cabelos
alguns grisalhos
estava na lida
trabalhando
no campo
na casa
sorrindo
de frente
pra mim.
Queria entrar
na imagem
que descrevo
para estar junto a ela
e não ficar
como quem
olha da janela.
Ela então
virou para olhar
para mim
com os olhos
sorrindo
quando ela olhou
dentro dos meus olhos
enfim
era um espelho
eu era ela
ela era eu.
Agora sabia
que presente
era o que não me deixava
ser ausente
das minhas próprias
conclusões.
Assim posso
recomeçar a partida .
Rosângela de Carvalho Fughetta
29 Agosto 2015
A minha poesiajogada aos sete ventos
hoje
eu jogarei
o jogo das palavras
que ganhei
numa embalagem
colorida
com fatos
imagens
da vida.
Abri a embalagem
qual não foi o meu espanto
a minha poesia
estava numa página em branco...
também não tinha imagens
era tudo, tudo branco.
Fui buscar na memória
de onde veio
esse presente
fui tomada de saudade
do passado
com duas letras ésse
sensível
sonora
duas palavras
que vieram de lampejo
a imagem começou
lentamente
aparecer.
A minha poesia
uma mulher
com longos cabelos
alguns grisalhos
estava na lida
trabalhando
no campo
na casa
sorrindo
de frente
pra mim.
Queria entrar
na imagem
que descrevo
para estar junto a ela
e não ficar
como quem
olha da janela.
Ela então
virou para olhar
para mim
com os olhos
sorrindo
quando ela olhou
dentro dos meus olhos
enfim
era um espelho
eu era ela
ela era eu.
Agora sabia
que presente
era o que não me deixava
ser ausente
das minhas próprias
conclusões.
Assim posso
recomeçar a partida .
Rosângela de Carvalho Fughetta
29 Agosto 2015
terça-feira, 11 de agosto de 2015
Tudo começou assim...
Num bate papo informal
meio entusiasmado
ficando tudo mudado
quando as brincadeiras
foram dando formas
as palavras salientes
ditas pela boca da gente.
Aí não teve jeito...
um silencio nos aproxima
você estava por baixo
eu estava por cima
na gangorra
você estava por cima
eu estava por baixo
na masmorra
acorrentado ao seu desejo
me liberando em cada beijo
agora não pode mais parar
para
para
para
não para
não para
não para
esse trem não pode parar
é só ele se mexer
que começo a apitar.
11 Agosto 2015
Num bate papo informal
meio entusiasmado
ficando tudo mudado
quando as brincadeiras
foram dando formas
as palavras salientes
ditas pela boca da gente.
Aí não teve jeito...
um silencio nos aproxima
você estava por baixo
eu estava por cima
na gangorra
você estava por cima
eu estava por baixo
na masmorra
acorrentado ao seu desejo
me liberando em cada beijo
agora não pode mais parar
para
para
para
não para
não para
não para
esse trem não pode parar
é só ele se mexer
que começo a apitar.
11 Agosto 2015
quinta-feira, 18 de junho de 2015
Uma penaplena
uma pluma
ruma
ao desconhecido
para ser desvendado
no escrito
sujeito
subscrito
ao final do dito
cujo tema
rema
no mar
de um poema.
Leve
em breve
deve
ser
uma ave
voando em céu azul
da América do sul
sua quota
uma gaivota
que tem sua rota.
Rosângela de Carvalho II
20 Maio 2015
A idade é maior épra quem tem conhecimento
de que está sempre aprendendo
pois o tempo está sempre mudando
mas os problemas parecem ser os mesmos
e assim vai fazendo tudo pra mudar
do seu mundo ao mundo todo aprimorar
A idade é menor
quando não pode aceitar seu próprio erro
não ter humildade para se aceitar
nem pensar em mudar
e achar que assim pequeno
doce veneno
pra nos enfeitiçar
vai sempre ficar
A mediocridade está na estampada
na cara do pseudo magistrado
quando o martelo bate e prende
e a justiça absolve e libera
a idade maior e a idade menor
voltam a caminhar juntas
e não tem um ensinamento
pra sair da idade média
com suas armas cheias de tédio
não encontram remédio
e assim caminha a humanidade...
aonde estará a idade de verdade?
Rosângela de Carvalho II
21 Maio 2015
O verbo da vida é amar
amar é servir
servir é ser
e vir a ser
ser vivo
ser é existir
existir é compor
compor é somar
com par
somar é compartilhar
compartilhar é multiplicar
se desdobrar
multiplicar é renascer
estar em toda vida
em cada ser
renascer é não parar de crescer
evoluir
é não parar de existir
o verbo da vida é amar
e amar é o verbo de viver.
Rosângela de Carvalho II
8 Junho 2015
Le verbe de la vie, c'est aimer
Aimer, c'est servir
Servir, c'est être
Et venir à être
Être vivant
Être, c'est exister
Exister, c'est de composer
Composer est additionner
Avec une paire
Additionner, c'est partager
Impair
Partager est de multiplier
Si d�ployer
Multiplier est renaître
Être en toute vie
Dans chaque être
Renaître, c'est de ne pas arrêter de grandir
Évoluer
C'est de ne pas cesser d'exister
Le verbe de la vie, c'est aimer
Et l'amour, c'est le verbe de vivre.
Rosângela de Carvalho II
8 juin 2015
amar é servir
servir é ser
e vir a ser
ser vivo
ser é existir
existir é compor
compor é somar
com par
somar é compartilhar
compartilhar é multiplicar
se desdobrar
multiplicar é renascer
estar em toda vida
em cada ser
renascer é não parar de crescer
evoluir
é não parar de existir
o verbo da vida é amar
e amar é o verbo de viver.
Rosângela de Carvalho II
8 Junho 2015
Le verbe de la vie, c'est aimer
Aimer, c'est servir
Servir, c'est être
Et venir à être
Être vivant
Être, c'est exister
Exister, c'est de composer
Composer est additionner
Avec une paire
Additionner, c'est partager
Impair
Partager est de multiplier
Si d�ployer
Multiplier est renaître
Être en toute vie
Dans chaque être
Renaître, c'est de ne pas arrêter de grandir
Évoluer
C'est de ne pas cesser d'exister
Le verbe de la vie, c'est aimer
Et l'amour, c'est le verbe de vivre.
Rosângela de Carvalho II
8 juin 2015
sexta-feira, 15 de maio de 2015
Peco
Peca
não mexe
com quem está quieta
pique
parque
parte
printa
com mulher não se brinca
só se for de roda
de mãos dadas
ao lado
girando
pra um lado
e para o outro
até chegar ao centro
até chegar ao certo
até chegar ao topo
assim eu topo!
Rosângela de Carvalho II
27 Abril 2015
Peca
não mexe
com quem está quieta
pique
parque
parte
printa
com mulher não se brinca
só se for de roda
de mãos dadas
ao lado
girando
pra um lado
e para o outro
até chegar ao centro
até chegar ao certo
até chegar ao topo
assim eu topo!
Rosângela de Carvalho II
27 Abril 2015
Não me acostumo
com a crise
com a crase
com as cruzes
não me acostumo
com a indiferença
com a descrença
com o fanatismo
com a violência
não me acostumo
com os horários
com os calendários
com os contemplários
com os que pensam
em nos fazer de otários
não me acostumo
com a moda
com a balança
com a vingança
com a discrepância
com a vida sendo coadjuvante
não me acostumo com
a ira dos sabetudos
com a cólera dos assoberbados
com a falta de tudo que é imprescindível
com a falta de dinheiro
com a falta de comida
com a falta de trabalho
com a falta de justiça
com a fala dos barbados
com o silêncio dos oprimidos
com a droga que corrói a humanidade
que não tem fim
nem tem sanidade
não me acostumo
a pensar que não tem jeito
nem em desajeitar o que está perfeito
não me acostumo a deixar de ter
esperança
mesmo quando não me acostumo
a chorar desesperadamente
por não me acostumar
a não me acostumar.
Rosângela de Carvalho II
29 Abril 2015
com a crise
com a crase
com as cruzes
não me acostumo
com a indiferença
com a descrença
com o fanatismo
com a violência
não me acostumo
com os horários
com os calendários
com os contemplários
com os que pensam
em nos fazer de otários
não me acostumo
com a moda
com a balança
com a vingança
com a discrepância
com a vida sendo coadjuvante
não me acostumo com
a ira dos sabetudos
com a cólera dos assoberbados
com a falta de tudo que é imprescindível
com a falta de dinheiro
com a falta de comida
com a falta de trabalho
com a falta de justiça
com a fala dos barbados
com o silêncio dos oprimidos
com a droga que corrói a humanidade
que não tem fim
nem tem sanidade
não me acostumo
a pensar que não tem jeito
nem em desajeitar o que está perfeito
não me acostumo a deixar de ter
esperança
mesmo quando não me acostumo
a chorar desesperadamente
por não me acostumar
a não me acostumar.
Rosângela de Carvalho II
29 Abril 2015
MULHERES SEM CENSURA
Mulheres sem censura
deixam a dita dura
petrificar
Mulheres sem censura
tem na palavra a cura
pra moldar
no corpo presente
mano a mano
cara a cara
olho no olho.
Mulheres sem censura
não fazem usura
mas tocam com lisura
na sua formosura
Mulheres sem censura
beijam a boca
com lábios e línguas
escrevendo nas paredes da mente.
Mulheres sem censura
fazem travessura
afinal elas são extravagantes
no ato sonoro não fazem cesura.
Rosângela De Carvalho Fughetta
7 Abril 2015
Mulheres sem censuradeixam a dita dura
petrificar
Mulheres sem censura
tem na palavra a cura
pra moldar
no corpo presente
mano a mano
cara a cara
olho no olho.
Mulheres sem censura
não fazem usura
mas tocam com lisura
na sua formosura
Mulheres sem censura
beijam a boca
com lábios e línguas
escrevendo nas paredes da mente.
Mulheres sem censura
fazem travessura
afinal elas são extravagantes
no ato sonoro não fazem cesura.
Rosângela De Carvalho Fughetta
7 Abril 2015
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
Quero o mundo livre
da mesmice e da tolice
do descaso com a vida
da turbulência da violência
da fome e da doença
da falta de amor e da dor
da indiferença com a natureza
da ignorância e da pobreza.
Quero o mundo livre e girando
junto com estrelas e planetas
fazendo sempre parte do universo
contribuindo para que a vida seja
uma luz que se veja de uma paz verdadeira
que acenda a certeza dessa primeira
que apague as ilusões dos vilões
que faça do ser humano consciente
que estar aqui tem uma razão certa
e no seu entender que ele aprenda a viver.
Não deixe o mundo morrer nosso entender
o mundo pode ser livre pra gente viver
os povos em união, música no coração
poesia é um mundo novo
um mundo livre aonde existe história
onde a respiração e a inspiração
de uma raça que evoluiu e permitiu
à humanidade sua consagração.
Rosângela de Carvalho II
16 Fevereiro 2015
Toco um toque com os dedosem seus segredos
pois eu não tenho segredos
que possam segurar a minha língua
quando canto o meu canto de vida.
As cordas vibram nesse corpo que transpira
praticando em cada nota que acentuo
como inspiração pra levitar e penetrar
nos seus ouvidos.
Sinta minhas palavras obscenas
envolvendo o seu corpo em meio a cena
em que um violão com suas curvas
pratica um estudo que te deixa mudo
por uns instantes e depois
geme e grita quando explode em prazer
a música
generosa e tão gostosa
como a brisa que alivia
o silêncio da praia
solidão é só uma miragem.
Rosângela de Carvalho II
JANTAMOS NOS
Noite folgo em prazer
cada lambida no meu ventre
é um novo fogo uma semente
que germina na menina dos olhos.
Esse desejo libertário serve a cama e a mesa
aonde os vivos sentam-se e se servem
do vinho vermelho e festejam
comendo cada pedaço de carne
com essa boca que me beija.
Com essa mesma boca uma voz
que rouca de fumar
não dispensa o que pensa ter de rogado
um garçon serve numa bandeja
um licor, um conhaque e uma cerveja
rasga minha roupa e me devora
antes que eu vá embora
as luzes do palco se acendem
estou diante de um filme
em que não há uma plateia
só o escuro teu corpo ereto puro
mas o nosso show é premiado
só nós sabemos o enredo
do que nos foi destinado.
Rosângela de Carvalho II
Noite folgo em prazer
cada lambida no meu ventre
é um novo fogo uma semente
que germina na menina dos olhos.
Esse desejo libertário serve a cama e a mesa
aonde os vivos sentam-se e se servem
do vinho vermelho e festejam
comendo cada pedaço de carne
com essa boca que me beija.
Com essa mesma boca uma voz
que rouca de fumar
não dispensa o que pensa ter de rogado
um garçon serve numa bandeja
um licor, um conhaque e uma cerveja
rasga minha roupa e me devora
antes que eu vá embora
as luzes do palco se acendem
estou diante de um filme
em que não há uma plateia
só o escuro teu corpo ereto puro
mas o nosso show é premiado
só nós sabemos o enredo
do que nos foi destinado.
Rosângela de Carvalho II
Boca a boca
língua na boca do outro
língua do outro na boca de outra
poliglota língua universal
palavra sentido expressão
intenção tesão composição
corpos se misturam com as letras
que a boca sussurra com enfase
o que faz sentir o ato correlato
ser um retrato de uma imagem natural.
Por que escondem tantos desejos?
A boca fala
a cabeça pensa
a cabeça fala
a boca não pensa
a boca fala
canta e grita
a cabeça pulsa
palpita
queria segurar o tempo
nesse contratempo
chegar de novo
ao beijo
retomar o ar e voar
ao céu da tua boca
na embocadura e tocar
a música do prazer
boca a boca seja interminável
esse gozar inenarrável.
17 Fevereiro 2015
Rosângela de Carvalho II
língua na boca do outro
língua do outro na boca de outra
poliglota língua universal
palavra sentido expressão
intenção tesão composição
corpos se misturam com as letras
que a boca sussurra com enfase
o que faz sentir o ato correlato
ser um retrato de uma imagem natural.
Por que escondem tantos desejos?
A boca fala
a cabeça pensa
a cabeça fala
a boca não pensa
a boca fala
canta e grita
a cabeça pulsa
palpita
queria segurar o tempo
nesse contratempo
chegar de novo
ao beijo
retomar o ar e voar
ao céu da tua boca
na embocadura e tocar
a música do prazer
boca a boca seja interminável
esse gozar inenarrável.
17 Fevereiro 2015
Rosângela de Carvalho II
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
Tá dominado?
tá comandado?
tá arrasado?
tá sendo um fardo?
tá lembrando de algo?
tá esquecendo de tudo?
tá ficando cansado?
tá esperando alguém te chamar?
tá pensando na bezerra?
tá sentindo muito calor?
tá ficando sem grana?
tá rolando na cama?
tá sem expectativa?
tá com dor de barriga?
tá sem graça?
tá pensando que isso tudo passa?
em?
antes de tudo conta até cem.
Rosângela de Carvalho Fughetta
12 Fevereiro 2015
tá comandado?
tá arrasado?
tá sendo um fardo?
tá lembrando de algo?
tá esquecendo de tudo?
tá ficando cansado?
tá esperando alguém te chamar?
tá pensando na bezerra?
tá sentindo muito calor?
tá ficando sem grana?
tá rolando na cama?
tá sem expectativa?
tá com dor de barriga?
tá sem graça?
tá pensando que isso tudo passa?
em?
antes de tudo conta até cem.
Rosângela de Carvalho Fughetta
12 Fevereiro 2015
Primeiro ato de boca
Uma boca tocou nos meus lábios sua língua
como uma cobra rastejando na minha terracomo um sinal que avisava à todas as células
de um desejo que estava me possuindo.
Toque de seda que mata a sede sua rede
foi me envolvendo a cada movimento
e quando percebi já estava dentro
de um processo natural e lento.
Essa boca percorreu todo o caminho
de poesia e de fato
pois ela provou do meu sabor
nas leituras de cada pedaço
Depois falou ao meu ouvido
palavras que são difíceis de esquecer
ensinou pra minha boca
como é bom de se dizer
daqueles momentos eternos de prazer
Boca com boca não é oca
tem dentro delas um renascer
de um silêncio de encantamento
que não é por falta de ter o que dizer
Rosângela de Carvalho Fughetta
12 Fevereiro 2015
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
A passos e compassosA solidão
é dura de pegar com a mão
o tempo não apaga não
o infinito tão imenso
de um sentimento tão intenso.
Há quem diga
que solidão não é triste
que sobrevive
quem com ela resiste
em conversa com o coração.
A solidão
é olhar pra tudo
e não ver sentido
é pensar que se é sozinho
e dar um grito calado
em vez de cantar ao violão do meu lado.
Não deixe a solidão
levar sua vida
ela finge-se de amiga
mas o que quer é te matar
Sinta que a vida é sem fim
respirando fundo e refletindo
dentro de ti com muita paz
quando as ondas do mar profundo
vierem te procurar e na areia da praia
os seus pés forem beijar.
A solidão não toca mais.
Rosângela de Carvalho
Rio 7 Janeiro 2015.
domingo, 4 de janeiro de 2015
Enfermo desgovernocheio de termo ermo
o povo vai a rua e rasga a regra
querendo tomar conta
do que é esquecido
pela razão do oprimido
no hospital sem comprimido
sem leito
sem lema
sem tema
a raiz do problema
desabando as paredes
não há como segurar as redes
que gritam e agitam
as bandeiras sem partidos
nas máscaras sem rosto
inspirados pelo cinema
que imita a vida
tão sofrida
de um romance real
lutando como paranormal
uma imagem surreal
tantas injustiças
são preguiças
que comem e bebem
comemorando sua festa
egoísta
mínima ofensividade da conduta
astuta
reluta
mas doente
ainda tem na frente
a lei protegendo demente
crente que é gente
mesmo que tente
desgovernado
se mostrar capacitado
ainda tem que renascer
das cinzas.
Rio 10 de Agosto de 2013
Rosângela de Carvalho
sábado, 3 de janeiro de 2015
O RIO E O ÍNDIO
(Letra de João Batista Alves/música de Rosângela de Carvalho)
O RIO PASSA POR DENTRO DOS OLHOS DO ÍNDIO
O ÍNDIO CHORA A SAUDADE DO RIO
O RIO NÃO MORRE PRO ÍNDIO
O ÍNDIO JÁ NÃO CORRE PRO RIO
O RIO É O CIO DO ÍNDIO
O LUTO DO ÍNDIO
EM LUTA PELA TERRA
AGORA JÁ NÃO EXISTE O RIO
CARAÍBA DESVIOU O RIO
DOS OLHOS DO ÍNDIO
MAS DOS OLHOS DO ÍNDIO
AINDA CORRE UM RIO
link da música
(Letra de João Batista Alves/música de Rosângela de Carvalho)
O RIO PASSA POR DENTRO DOS OLHOS DO ÍNDIO
O ÍNDIO CHORA A SAUDADE DO RIO
O RIO NÃO MORRE PRO ÍNDIO
O ÍNDIO JÁ NÃO CORRE PRO RIOO RIO É O CIO DO ÍNDIO
O LUTO DO ÍNDIO
EM LUTA PELA TERRA
AGORA JÁ NÃO EXISTE O RIO
CARAÍBA DESVIOU O RIO
DOS OLHOS DO ÍNDIO
MAS DOS OLHOS DO ÍNDIO
AINDA CORRE UM RIO
link da música
Para Ana Alves Alencar
Lua Urbana
Entre fios e fios
a lua resiste em seus brios
querendo ser a lâmpada de um poste
na rua
da lua
da sua cabeça
ela está aonde apareça
mesmo que seja entre nuvens
mesmo que seja redonda ainda cheia
dos barulhos e luzes da cidade
que não param pra olhar
e resistem ao seu encanto
e ela espera um tempo
se transforma em monumento
e vai sumir quando encobrir o céu
e estará nos olhos dos sonhos
tomados de luz.
Rosângela de Carvalho II
31 Dezembro 2014
Lua Urbana
Entre fios e fios
a lua resiste em seus brios
querendo ser a lâmpada de um poste
na rua
da lua
da sua cabeça
ela está aonde apareça
mesmo que seja entre nuvens
mesmo que seja redonda ainda cheia
dos barulhos e luzes da cidade
que não param pra olhar
e resistem ao seu encanto
e ela espera um tempo
se transforma em monumento
e vai sumir quando encobrir o céu
e estará nos olhos dos sonhos
tomados de luz.
Rosângela de Carvalho II
31 Dezembro 2014
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